Arte como repertório. Olhar como ferramenta.
BLOG CONVERSAS
SOBRE ARTE
Reflexões, referências e narrativas visuais para quem quer sentir, pensar e criar com mais profundidade.
Um espaço para expandir sua visão criativa com história da arte, curadoria e inteligência visual, de forma prática, leve e inspiradora.
Otobong Nkanga, os Wunderkammern e uma pergunta que não sai da minha cabeça
A primeira vez que encontrei o trabalho de Nkanga foi em Porquerolles, na Fondation Carmignac, e fiquei impressionada. Tapeçarias imensas e intrincadas que tomavam todo espaço. Cada fio parecia carregar um argumento sobre o que foi extraído de onde, e a que custo. Então com a inquietação que eu reconheço quando uma obra me desafia de verdade: fui pesquisar com vontade de entender mais, de rastrear o percurso. Olha o que eu descobri….
Eva Jospin transforma papelão em poesia. E o Grand Palais finalmente entendeu o recado
Eva Jospin transforma material descartável em monumento. Suas florestas de papelão e grutas bordadas enchem o Grand Palais e fazem as pessoas pararem em silêncio. Num mundo dominado por imagens geradas em segundos, o gesto lento da mão se tornou o ato mais radical da arte contemporânea. Vem comigo nessa história que vai de Nero a Rafael, dos artesãos medievais à inteligência artificial.
Das telas à avenida: como as escolas de samba contam a história da arte
Debret desfilou na Sapucaí em 1959. Portinari ganhou corpo e movimento em 2003. E em fevereiro de 2026, Heitor dos Prazeres mostra como a arte brasileira sempre foi construída por muitas e muitas mãos. Vem que é Carnaval.
O que a gente realmente quer quando vê de verdade um quadro
Uma pesquisa recente com franceses revelou algo surpreendente sobre por que visitamos museus em 2026. E a resposta pode mudar completamente o jeito como você olha pra arte. Vem aqui entender essa transformação.
De 1862 a 2026: o que a resistência à fotografia ensina sobre IA, ética e eleições
Semana passada eu contei pra vocês sobre minha experiência criando um desenho animado com IA e sobre o paradoxo de usar essa tecnologia pra questionar o impacto ambiental. Hoje eu quero falar sobre algo urgente: como a história se repete, por que precisamos discutir ética agora, e como eu uso IA no meu dia a dia sem perder o senso crítico. Vem comigo.
Lucy, robôs e cadeiras de plástico: criar com IA sem perder o senso crítico
Duas horas. Foi só o que eu precisei pra criar um desenho animado completo do zero. E não, eu não sou animadora, não tenho equipe de produção e não gastei meses nisso. Usei inteligência artificial e o resultado me surpreendeu. Vem comigo ver como foi esse processo e por que eu continuo usando IA mesmo sabendo do paradoxo que isso representa.
Gombrich, 33 anos depois: por que um clássico pode (e deve) ser questionado
Dois livros chegaram de presente no meu Natal. Um novo, recém-saído do forno. Outro, um clássico que eu já tinha desde 1993. Juntos, eles contam como a história da arte ainda está sendo escrita e onde ela se congelou. Vem comigo entender o que essas páginas revelam.
Roubo, Vazamentos e Greve: Os Bastidores da Crise no Louvre
Em outubro, um assalto de 100 milhões de dólares. Em novembro, vazamentos danificam 400 documentos. Em dezembro, 400 funcionários entram em greve. A sequência de crises no Louvre revela uma infraestrutura que desmorona. Entenda aqui o que está acontecendo.
Os Humanistas que fizeram Florença
Semana passada contei como descobri Poggio Bracciolini e os garimpeiros do conhecimento. Mas quanto mais eu pesquisava, mais nomes apareciam. E aí entendi: não eram heróis solitários. Era uma rede gigantesca. Essa teia de conexões é ainda mais fascinante que as descobertas. Vamos completar essa história.
Os garimpeiros do conhecimento
Este texto nasceu de uma descoberta pessoal. Eu estava preparando uma aula sobre Florença e percebi que não conseguia explicar exatamente por que o Renascimento aconteceu ali. Pesquisando, encontrei nomes que nunca tinha ouvido como Poggio Bracciolini. Ele e outros eruditos mais célebres copiavam manuscritos, trocavam livros e viajavam por mosteiros em ruínas. Amei essa história e resolvi mergulhar. Vem comigo
A descoberta de um mestre esquecido (e a transformação de 16 anos de Paris em guia)
História da arte para uma viagem a Roma, a descoberta de um pintor fundamental que nunca tinha ouvido falar e o lançamento do Tempo de Olhar, meu guia de 50 museus de Paris feito com muito amor e 16 anos de vida nessa cidade. E também conto sobre a a última exposição desse ano. Leia tudo isso aqui
Gerhard Richter na Fundação Louis Vuitton: a máquina como aliada da pintura
Você sabia que Gerhard Richter NUNCA pinta da realidade? Nunca. Ele não pinta um modelo vivo, não pinta uma paisagem olhando pela janela. Tudo na obra dele vem de fotografia, de jornal, de revista, de imagem já reproduzida. Escrevi tudo aqui no blog (e ficou longo, aviso logo, mas vale cada parágrafo).
Cem anos depois, o Art Déco ainda nos seduz
Você sabia que o Art Déco nem tinha esse nome quando conquistou o mundo em 1925? E que Metrópolis é basicamente um manifesto visual do movimento? Pois é, eu também amei essas descobertas e precisava compartilhar com você. Leia aqui por que esse estilo ainda nos seduz cem anos depois
"O mercado de arte não é a história da arte."
Voltei da semana de arte em Paris com os pés cansados e uma certeza: as vendas milionárias da Art Basel representam menos de 1% dos artistas que trabalham hoje no mundo. E isso não é desanimador. Pelo contrário, é libertador. Leia mais sobre mercado, história e o que move a gente a continuar criando.
Minimalismo: ideia e matéria
Mais de 100 obras que me lembraram por que o Minimalismo é um dos meus movimentos preferidos: ele ensina que quando você tira tudo, sobra o essencial. E no mundo de hoje, isso é quase um ato de resistência. Vem ler sobre arte, silêncio e o poder de ver de novo.
Juliette Récamier e seus dois retratos
Às vezes você está pesquisando museus e tropeça numa história sobre poder, imagem e dois dos maiores pintores do neoclassicismo. Vem ler comigo.
Fronteiras porosas, criação expandida
Paris, São Paulo, Rio - cinco exposições que me mostraram que a interdisciplinaridade é a melhor forma de se manifestar
Como criei um ensaio fotográfico em Paris sem sair de casa (e quase ninguém percebeu)
Quando a gente “causa” no Instagram nos faz pensar sobre identidade, realidade e o que significa ser fotógrafo numa era onde a tecnologia consegue nos capturar de formas que nem imaginávamos possíveis.