Arte como repertório. Olhar como ferramenta.
BLOG CONVERSAS
SOBRE ARTE
Reflexões, referências e narrativas visuais para quem quer sentir, pensar e criar com mais profundidade.
Um espaço para expandir sua visão criativa com história da arte, curadoria e inteligência visual, de forma prática, leve e inspiradora.
Do vinil ao tijolo: o que os objetos guardam que as imagens não conseguem contar
Uma semana em que o toca-discos voltou pra sala, a Fernanda Abreu encheu uma sala de cinema em Paris, duas feiras de arte mostraram que a matéria está de volta como argumento estético, e o John Berger fechou o ciclo com uma pergunta que não sai da cabeça. Vem comigo ver o que tudo isso tem a ver.
O homem que ajudou a inventar o impressionismo e nunca chegou a vê-lo: Bazille e como a história da arte escolhe seus heróis
Frédéric Bazille ajudou a construir o impressionismo, dividiu seu estúdio com Monet e Renoir e nunca viu o movimento nascer. Morreu em 1870, quatro anos antes da primeira exposição do grupo. A história de quem ficou nos rodapés me inspirou a investigar algo maior. Vem comigo.
Renoir, Reinoso e a arte de aprender a olhar de novo
Esta semana dois encontros muito diferentes me deixaram pensando na mesma coisa: o quanto a gente ainda tem a aprender sobre olhar. Renoir no Orsay, Reinoso revisitado. Vem comigo nessa história.
Por que todo profissional criativo deve conhecer a história da arte
Você já usou uma referência visual sem saber exatamente de onde ela veio. A história da arte está presente em quase todas as profissões criativas. Vem comigo descobrir onde ela se manifesta
“O mundo acabando e você aí, falando de arte” (e por que eu também continuo insistindo)
Do 8 de janeiro ao Escudo Azul da Unesco, dos Monuments Men ao Ways of Seeing de John Berger: esse texto conecta pontos que me fazem acreditar, cada vez mais, que falar de arte é um ato de resistência. Leia aqui.
Otobong Nkanga, os Wunderkammern e uma pergunta que não sai da minha cabeça
A primeira vez que encontrei o trabalho de Nkanga foi em Porquerolles, na Fondation Carmignac, e fiquei impressionada. Tapeçarias imensas e intrincadas que tomavam todo espaço. Cada fio parecia carregar um argumento sobre o que foi extraído de onde, e a que custo. Então com a inquietação que eu reconheço quando uma obra me desafia de verdade: fui pesquisar com vontade de entender mais, de rastrear o percurso. Olha o que eu descobri….
Eva Jospin transforma papelão em poesia. E o Grand Palais finalmente entendeu o recado
Eva Jospin transforma material descartável em monumento. Suas florestas de papelão e grutas bordadas enchem o Grand Palais e fazem as pessoas pararem em silêncio. Num mundo dominado por imagens geradas em segundos, o gesto lento da mão se tornou o ato mais radical da arte contemporânea. Vem comigo nessa história que vai de Nero a Rafael, dos artesãos medievais à inteligência artificial.
Das telas à avenida: como as escolas de samba contam a história da arte
Debret desfilou na Sapucaí em 1959. Portinari ganhou corpo e movimento em 2003. E em fevereiro de 2026, Heitor dos Prazeres mostra como a arte brasileira sempre foi construída por muitas e muitas mãos. Vem que é Carnaval.
O que a gente realmente quer quando vê de verdade um quadro
Uma pesquisa recente com franceses revelou algo surpreendente sobre por que visitamos museus em 2026. E a resposta pode mudar completamente o jeito como você olha pra arte. Vem aqui entender essa transformação.
De 1862 a 2026: o que a resistência à fotografia ensina sobre IA, ética e eleições
Semana passada eu contei pra vocês sobre minha experiência criando um desenho animado com IA e sobre o paradoxo de usar essa tecnologia pra questionar o impacto ambiental. Hoje eu quero falar sobre algo urgente: como a história se repete, por que precisamos discutir ética agora, e como eu uso IA no meu dia a dia sem perder o senso crítico. Vem comigo.
Lucy, robôs e cadeiras de plástico: criar com IA sem perder o senso crítico
Duas horas. Foi só o que eu precisei pra criar um desenho animado completo do zero. E não, eu não sou animadora, não tenho equipe de produção e não gastei meses nisso. Usei inteligência artificial e o resultado me surpreendeu. Vem comigo ver como foi esse processo e por que eu continuo usando IA mesmo sabendo do paradoxo que isso representa.
Um americano em Paris: minha descoberta tardia (e agora apaixonada) de John Singer Sargent
Com apenas Madame X, no meu imaginário, o retrato icônico da mulher de vestido sexy preto fui visitar a exposição de John Singer Sargent no Musée d’Orsay. E o que descobri foi um pintor que revolucionou o retrato no final do século XIX. Um americano nômade que mal conheceu seu país de origem e construiu uma carreira impressionante em Paris antes dos 30 anos. Vem comigo nessa história de talento precoce, escândalo e reinvenção.
Gombrich, 33 anos depois: por que um clássico pode (e deve) ser questionado
Dois livros chegaram de presente no meu Natal. Um novo, recém-saído do forno. Outro, um clássico que eu já tinha desde 1993. Juntos, eles contam como a história da arte ainda está sendo escrita e onde ela se congelou. Vem comigo entender o que essas páginas revelam.
Por que 2026 promete ser um dos melhores anos de arte em Paris
Enquanto ainda estamos fechando 2025, a programação de 2026 já me deixou com água na boca. De Monet a Nan Goldin, de Hilma af Klint a Matisse, a cidade vai explodir de exposições que a gente simplesmente não pode perder. Vem comigo descobrir o que te espera e já começar a planejar sua agenda cultural com o meu Guia Tempo de Olhar.
Roubo, Vazamentos e Greve: Os Bastidores da Crise no Louvre
Em outubro, um assalto de 100 milhões de dólares. Em novembro, vazamentos danificam 400 documentos. Em dezembro, 400 funcionários entram em greve. A sequência de crises no Louvre revela uma infraestrutura que desmorona. Entenda aqui o que está acontecendo.
Os Humanistas que fizeram Florença
Semana passada contei como descobri Poggio Bracciolini e os garimpeiros do conhecimento. Mas quanto mais eu pesquisava, mais nomes apareciam. E aí entendi: não eram heróis solitários. Era uma rede gigantesca. Essa teia de conexões é ainda mais fascinante que as descobertas. Vamos completar essa história.
Os garimpeiros do conhecimento
Este texto nasceu de uma descoberta pessoal. Eu estava preparando uma aula sobre Florença e percebi que não conseguia explicar exatamente por que o Renascimento aconteceu ali. Pesquisando, encontrei nomes que nunca tinha ouvido como Poggio Bracciolini. Ele e outros eruditos mais célebres copiavam manuscritos, trocavam livros e viajavam por mosteiros em ruínas. Amei essa história e resolvi mergulhar. Vem comigo
A descoberta de um mestre esquecido (e a transformação de 16 anos de Paris em guia)
História da arte para uma viagem a Roma, a descoberta de um pintor fundamental que nunca tinha ouvido falar e o lançamento do Tempo de Olhar, meu guia de 50 museus de Paris feito com muito amor e 16 anos de vida nessa cidade. E também conto sobre a a última exposição desse ano. Leia tudo isso aqui
Gerhard Richter na Fundação Louis Vuitton: a máquina como aliada da pintura
Você sabia que Gerhard Richter NUNCA pinta da realidade? Nunca. Ele não pinta um modelo vivo, não pinta uma paisagem olhando pela janela. Tudo na obra dele vem de fotografia, de jornal, de revista, de imagem já reproduzida. Escrevi tudo aqui no blog (e ficou longo, aviso logo, mas vale cada parágrafo).
Cem anos depois, o Art Déco ainda nos seduz
Você sabia que o Art Déco nem tinha esse nome quando conquistou o mundo em 1925? E que Metrópolis é basicamente um manifesto visual do movimento? Pois é, eu também amei essas descobertas e precisava compartilhar com você. Leia aqui por que esse estilo ainda nos seduz cem anos depois