Arte como repertório. Olhar como ferramenta.
BLOG CONVERSAS
SOBRE ARTE
Reflexões, referências e narrativas visuais para quem quer sentir, pensar e criar com mais profundidade.
Um espaço para expandir sua visão criativa com história da arte, curadoria e inteligência visual, de forma prática, leve e inspiradora.
De Matisse a Almodóvar: o que essa exposição me lembrou sobre repertório e liberdade
Fui ver a exposição de Matisse no Grand Palais numa noite de Nuit Blanche e saí de lá pensando numa aluna que estava usando Almodóvar como referência de projeto. O que une os dois? Repertório. E por que isso muda tudo no trabalho criativo? Vem comigo descobrir.
Das guildas às especialidades: como os ofícios criativos foram se fragmentando
O profissional criativo que conhece história da arte trabalha com mais profundidade, faz escolhas mais fundamentadas e desenvolve um olhar que vai além da superfície. Mas pra entender por que isso é verdade, é preciso entender como as próprias profissões criativas foram se constituindo ao longo do tempo. Leia aqui essa história.
O ateliê como chave de entendimento da obra
Visitar o ateliê de um artista é uma forma de leitura que nenhum museu consegue oferecer. Nas últimas semanas estive na Fundação Arp, em Clamart, e na casa de Monet, em Giverny. E lembrei de uma visita de 2005 que mudou a forma como vejo arte desde então. Vem comigo entender o que esses espaços guardam.
Do vinil ao tijolo: o que os objetos guardam que as imagens não conseguem contar
Uma semana em que o toca-discos voltou pra sala, a Fernanda Abreu encheu uma sala de cinema em Paris, duas feiras de arte mostraram que a matéria está de volta como argumento estético, e o John Berger fechou o ciclo com uma pergunta que não sai da cabeça. Vem comigo ver o que tudo isso tem a ver.
Renoir, Reinoso e a arte de aprender a olhar de novo
Esta semana dois encontros muito diferentes me deixaram pensando na mesma coisa: o quanto a gente ainda tem a aprender sobre olhar. Renoir no Orsay, Reinoso revisitado. Vem comigo nessa história.
Por que todo profissional criativo deve conhecer a história da arte
Você já usou uma referência visual sem saber exatamente de onde ela veio. A história da arte está presente em quase todas as profissões criativas. Vem comigo descobrir onde ela se manifesta
“O mundo acabando e você aí, falando de arte” (e por que eu também continuo insistindo)
Do 8 de janeiro ao Escudo Azul da Unesco, dos Monuments Men ao Ways of Seeing de John Berger: esse texto conecta pontos que me fazem acreditar, cada vez mais, que falar de arte é um ato de resistência. Leia aqui.
Otobong Nkanga, os Wunderkammern e uma pergunta que não sai da minha cabeça
A primeira vez que encontrei o trabalho de Nkanga foi em Porquerolles, na Fondation Carmignac, e fiquei impressionada. Tapeçarias imensas e intrincadas que tomavam todo espaço. Cada fio parecia carregar um argumento sobre o que foi extraído de onde, e a que custo. Então com a inquietação que eu reconheço quando uma obra me desafia de verdade: fui pesquisar com vontade de entender mais, de rastrear o percurso. Olha o que eu descobri….
Eva Jospin transforma papelão em poesia. E o Grand Palais finalmente entendeu o recado
Eva Jospin transforma material descartável em monumento. Suas florestas de papelão e grutas bordadas enchem o Grand Palais e fazem as pessoas pararem em silêncio. Num mundo dominado por imagens geradas em segundos, o gesto lento da mão se tornou o ato mais radical da arte contemporânea. Vem comigo nessa história que vai de Nero a Rafael, dos artesãos medievais à inteligência artificial.
Das telas à avenida: como as escolas de samba contam a história da arte
Debret desfilou na Sapucaí em 1959. Portinari ganhou corpo e movimento em 2003. E em fevereiro de 2026, Heitor dos Prazeres mostra como a arte brasileira sempre foi construída por muitas e muitas mãos. Vem que é Carnaval.
O que a gente realmente quer quando vê de verdade um quadro
Uma pesquisa recente com franceses revelou algo surpreendente sobre por que visitamos museus em 2026. E a resposta pode mudar completamente o jeito como você olha pra arte. Vem aqui entender essa transformação.
De 1862 a 2026: o que a resistência à fotografia ensina sobre IA, ética e eleições
Semana passada eu contei pra vocês sobre minha experiência criando um desenho animado com IA e sobre o paradoxo de usar essa tecnologia pra questionar o impacto ambiental. Hoje eu quero falar sobre algo urgente: como a história se repete, por que precisamos discutir ética agora, e como eu uso IA no meu dia a dia sem perder o senso crítico. Vem comigo.
Lucy, robôs e cadeiras de plástico: criar com IA sem perder o senso crítico
Duas horas. Foi só o que eu precisei pra criar um desenho animado completo do zero. E não, eu não sou animadora, não tenho equipe de produção e não gastei meses nisso. Usei inteligência artificial e o resultado me surpreendeu. Vem comigo ver como foi esse processo e por que eu continuo usando IA mesmo sabendo do paradoxo que isso representa.
Um americano em Paris: minha descoberta tardia (e agora apaixonada) de John Singer Sargent
Com apenas Madame X, no meu imaginário, o retrato icônico da mulher de vestido sexy preto fui visitar a exposição de John Singer Sargent no Musée d’Orsay. E o que descobri foi um pintor que revolucionou o retrato no final do século XIX. Um americano nômade que mal conheceu seu país de origem e construiu uma carreira impressionante em Paris antes dos 30 anos. Vem comigo nessa história de talento precoce, escândalo e reinvenção.
Gombrich, 33 anos depois: por que um clássico pode (e deve) ser questionado
Dois livros chegaram de presente no meu Natal. Um novo, recém-saído do forno. Outro, um clássico que eu já tinha desde 1993. Juntos, eles contam como a história da arte ainda está sendo escrita e onde ela se congelou. Vem comigo entender o que essas páginas revelam.
Por que 2026 promete ser um dos melhores anos de arte em Paris
Enquanto ainda estamos fechando 2025, a programação de 2026 já me deixou com água na boca. De Monet a Nan Goldin, de Hilma af Klint a Matisse, a cidade vai explodir de exposições que a gente simplesmente não pode perder. Vem comigo descobrir o que te espera e já começar a planejar sua agenda cultural com o meu Guia Tempo de Olhar.
Roubo, Vazamentos e Greve: Os Bastidores da Crise no Louvre
Em outubro, um assalto de 100 milhões de dólares. Em novembro, vazamentos danificam 400 documentos. Em dezembro, 400 funcionários entram em greve. A sequência de crises no Louvre revela uma infraestrutura que desmorona. Entenda aqui o que está acontecendo.
Os Humanistas que fizeram Florença
Semana passada contei como descobri Poggio Bracciolini e os garimpeiros do conhecimento. Mas quanto mais eu pesquisava, mais nomes apareciam. E aí entendi: não eram heróis solitários. Era uma rede gigantesca. Essa teia de conexões é ainda mais fascinante que as descobertas. Vamos completar essa história.
Os garimpeiros do conhecimento
Este texto nasceu de uma descoberta pessoal. Eu estava preparando uma aula sobre Florença e percebi que não conseguia explicar exatamente por que o Renascimento aconteceu ali. Pesquisando, encontrei nomes que nunca tinha ouvido como Poggio Bracciolini. Ele e outros eruditos mais célebres copiavam manuscritos, trocavam livros e viajavam por mosteiros em ruínas. Amei essa história e resolvi mergulhar. Vem comigo
A descoberta de um mestre esquecido (e a transformação de 16 anos de Paris em guia)
História da arte para uma viagem a Roma, a descoberta de um pintor fundamental que nunca tinha ouvido falar e o lançamento do Tempo de Olhar, meu guia de 50 museus de Paris feito com muito amor e 16 anos de vida nessa cidade. E também conto sobre a a última exposição desse ano. Leia tudo isso aqui