Os Humanistas que fizeram Florença
Na semana passada, contei sobre Petrarca, Boccaccio, Poggio Bracciolini e Marsilio Ficino. Sobre como esses homens viajaram pela Europa, entraram em mosteiros esquecidos e trouxeram de volta os textos da Antiguidade. Sobre como Poggio encontrou o De architectura de Vitrúvio que tornou possível a cúpula de Brunelleschi. Sobre como Ficino traduziu todo Platão e criou a filosofia que inspirou Botticelli a pintar o Nascimento de Vênus.
Mas essa rede era maior. Muito maior.
Hoje vou completar essa história mostrando os outros personagens essenciais: Coluccio Salutati, o chanceler que orquestrou tudo em Florença e tornou a cidade o centro do humanismo; Manuel Chrysoloras, o erudito bizantino que trouxe o grego de volta ao Ocidente; Leonardo Bruni, que inventou a historiografia moderna e defendeu Florença como herdeira da República Romana; e os jovens prodígios Giovanni Pico della Mirandola e Angelo Poliziano, que levaram o humanismo ao seu ponto mais alto.
São cinco vidas que se entrelaçam. Cinco homens que completam o quebra-cabeça. E quando você vê o quadro inteiro, entende por que o Renascimento aconteceu em Florença. Foi uma construção deliberada, paciente, generosa.
COLUCCIO SALUTATI: O MENTOR POLÍTICO (1331-1406)
Retrato de Salutati de um códice da Biblioteca Laurenziana, Florença.
Coluccio Salutati nasceu em 1331 em Stignano, perto de Pistoia. Estudou em Bolonha, trabalhou como notário e entrou em contato com Boccaccio e outros humanistas florentinos. Seu latim era refinadíssimo, próximo do estilo de Cícero.
Em 1375, foi nomeado chanceler de Florença, o cargo mais importante da burocracia republicana. E permaneceu nesse posto até sua morte em 1406. Trinta e um anos servindo à república, escrevendo cartas diplomáticas tão poderosas que Gian Galeazzo Visconti, duque de Milão e inimigo feroz de Florença, teria dito que mil cavaleiros florentinos causavam menos danos do que as cartas de Coluccio.
Mas o papel de Salutati como caçador de manuscritos foi igualmente importante. Ele gastava boa parte de seu salário comprando essas relíquias, o que o fez acumular uma biblioteca de 800 livros. Fez descobertas cruciais, sendo a mais importante as Cartas aos Amigos de Cícero (Epistulae ad Familiares), que mostravam o filósofo romano como defensor da liberdade republicana. Em 1392, conseguiu copiar o manuscrito de Petrarca que estava em Milão. Essa cópia se tornou a principal autoridade para o texto de Cícero.
Mas sua maior contribuição foi como mentor. Ele promoveu jovens humanistas, os guiou, os apoiou. Tratou Poggio Bracciolini, que vimos no texto da semana passada, como filho. Protegeu Leonardo Bruni. Criou o ambiente institucional em Florença que tornou possível o florescimento do humanismo.
E em 1397 fez algo que teve uma importâncial crucial nessa construção: trouxe para Florença o erudito bizantino Manuel Chrysoloras para ensinar grego. Quando Salutati morreu em 1406, Florença pagou 250 florins por seu funeral. Um reconhecimento merecido para um homem que tinha mudado o curso da história. Ele tinha criado as condições para que o humanismo florescesse. Tinha trazido o grego de volta. Tinha formado uma geração de gênios.
MANUEL CHRYSOLORAS: A PONTE COM BIZÂNCIO (c.1350-1415)
Manuel Chrysoloras foi um erudito bizantino que mudou tudo. Depois de Boécio, poucos ocidentais falavam ou liam grego. Muitas obras gregas de ciência e filosofia não estavam disponíveis em tradução latina. Alguns textos de Aristóteles tinham chegado à Europa pela Espanha, que estava sob influência muçulmana, mas traduzidos do árabe, não diretamente do grego. Diante da ameaça dos Otomanos sobre o Império do Oriente, muitos eruditos gregos fugiram para a Itália já no fim do século XIV..
Ao trazer Chrysoloras para Florença, Salutati tornou possível que uma geração inteira de eruditos (incluindo Bruni e Poggio) pudesse ler Aristóteles e Platão no grego original. Salutati usou sua influência para garantir a Chrysoloras uma pensão de cem florins por ano. E ele próprio, já velho, fez aulas de grego.
Retrato de Chrysoloras, c. 1420. Musée du Louvre
Chrysoloras não só ensinava a língua e pronto. Ele fez muito mais: também trouxe os manuscritos gregos da sua terra natal, Constantinopla, de Platão, Plutarco, Homero. Entre eles uma versão da Geografia de Ptolomeu datada do fim do século XIII, hoje conservada na Biblioteca Vaticana. Ou seja, ensinou toda uma primeira geração de humanistas italianos a ler esses textos no original. Criou um método de ensino do grego que se espalhou por toda a Itália. Sem Chrysoloras, não haveria tradução de Platão por Marsilio Ficino. Não haveria o estudo rigoroso de Aristóteles. Não haveria o acesso direto aos textos gregos que alimentaram o Renascimento. Ele reintroduziu o estudo do grego na Europa Ocidental depois de quase mil anos de esquecimento.
Em 1414, foi convocado o Concílio de Constança, um dos maiores encontros ecumênicos da história medieval. A Igreja Católica estava em crise profunda: havia três papas simultâneos, cada um reivindicando legitimidade, dividindo a cristandade naquilo que ficou conhecido como o Grande Cisma do Ocidente. O concílio reuniu prelados, teólogos, diplomatas e intelectuais de toda a Europa na cidade de Constança, na Suíça, entre 1414 e 1418. Chrysoloras estava lá, participando das discussões. E foi em Constança, em 1415, que ele morreu. Poggio Bracciolini, que também estava no concílio como secretário papal, testemunhou sua morte. Dois gigantes do humanismo se encontraram naquele momento: um terminando sua jornada, o outro prestes a fazer as descobertas mais importantes de sua vida nos mosteiros da região.
LEONARDO BRUNI: O HISTORIADOR MODERNO (1370-1444)
Leonardo Bruni nasceu por volta de 1370 em Arezzo. Foi aluno de Salutati e desenvolveu sob sua tutela a ideia do humanismo cívico, essa noção de que a educação clássica serve à vida pública, à virtude do cidadão, à saúde da república.
Bruni foi secretário apostólico para quatro papas entre 1405 e 1414. Mas sua grande carreira foi como chanceler de Florença, cargo que ocupou de 1410 a 1411 e depois de 1427 até sua morte em 1444. Durante esses anos, escreveu sua obra principal: Historiarum Florentini populi libri XII (História do Povo Florentino em Doze Livros), considerada a primeira obra de historiografia moderna.
Ele foi simplesmente o primeiro a usar a divisão tripartite da história: Antiguidade, Idade Média, Modernidade. Ele não invocou Deus nem a Igreja para legitimar Florença. Usou a própria história da cidade, seus próprios atos, sua própria virtude. Essa forma de pensar a história como construção humana, não como manifestação divina, foi revolucionária.
Como humanista, Bruni foi essencial na tradução de obras gregas para o latim. Traduziu a Política e a Ética a Nicômaco de Aristóteles. Traduziu textos de Platão, Plutarco, Demóstenes. Trabalhou em colaboração com Poggio para acessar manuscritos gregos e latinos. Essas traduções circularam amplamente e foram fundamentais para que a filosofia grega chegasse ao Ocidente com fidelidade ao sentido original, não palavra por palavra como se fazia na Idade Média.
Também escreveu biografias em italiano de Dante, Petrarca e Boccaccio, ajudando o humanismo a valorizar a poesia em língua vernácula, quer dizer no idioma comum do povo. E defendeu Florença como herdeira da República Romana, não do Império. Essa ideia de liberdade, de autogoverno, de participação cívica foi central para o republicanismo renascentista.
Ele reorganizou valores republicanos clássicos e criou uma visão moral da cidade que influenciaria Maquiavel e todos os pensadores políticos renascentistas. Bruni mostrou que era possível usar a Antiguidade não só como modelo simplesmente estético, mas como modelo político. Que os romanos tinham lições a ensinar sobre como viver em liberdade.
Quando morreu em 1444, seu corpo foi vestido de seda escura e em seu colo foi colocado um exemplar de sua História de Florença. Seu túmulo, esculpido por Bernardo Rossellino, está na Basílica de Santa Croce em Florença.
GIOVANNI PICO DELLA MIRANDOLA: O UNIVERSALISTA (1463-1494)
Giovanni Pico della Mirandola nasceu em 1463 numa família nobre. Prodígio intelectual, começou a estudar direito canônico aos 14 anos. Mas logo abandonou o direito e se dedicou à filosofia. Estudou em Pádua, Ferrara e Paris. E desenvolveu um projeto intelectual audacioso: criar uma síntese de todo o conhecimento humano.
Retrato por Cristofano Del’Altissimo. Galeria Degli Uffizi, Florença
Ele estudou Aristóteles, Platão, a cabala judaica, textos árabes, textos orientais. Ele acreditava que todas as tradições filosóficas e religiosas continham fragmentos de verdade. Que era possível, através do estudo comparado, chegar a uma sabedoria universal.
Pico representa a terceira geração do humanismo florentino. Ele cresceu no mundo que Salutati, Bruni e Poggio tinham construído. Estudou com Marsilio Ficino. Tinha acesso a todos os textos que os caçadores de manuscritos tinham descoberto. E decidiu ir além. Não queria apenas recuperar a Antiguidade. Queria integrar todo o conhecimento humano.
Em 1486, aos 23 anos, Pico publicou 900 teses que pretendiam sintetizar todo o conhecimento filosófico e teológico da humanidade. Convocou os maiores eruditos da Europa para um debate em Roma. O papa Inocêncio VIII condenou 13 das teses como heréticas. Então pernas pra que te quero: ele fugiu para a França, foi preso, depois libertado graças à intervenção de Lorenzo de Médici. Ufa!
Sua obra mais famosa é a Oratio de hominis dignitate (Oração sobre a Dignidade do Homem), considerada o manifesto do Renascimento. Nesse texto, defende que o ser humano não tem natureza fixa. Que somos livres para nos tornarmos o que quisermos. Que podemos descer ao nível dos animais ou ascender ao nível dos anjos.
Essa ideia de liberdade humana, de autodeterminação, influenciou toda a filosofia renascentista. E vinha diretamente do humanismo. Da crença de que a educação, o estudo, a reflexão podiam transformar o ser humano. Ele estava dizendo que não nascemos prontos. Que somos projeto, não destino.
Pico criou uma visão universalista que influenciou artistas e humanistas que valorizam liberdade e invenção. Morreu jovem, aos 31 anos, em 1494. Mas sua influência permaneceu. Ele tinha mostrado que era possível pensar grande, pensar sem fronteiras.
ANGELO POLIZIANO: O FILÓLOGO POETA (1454-1494)
Angelo Poliziano nasceu em 1454 e representa o humanismo em sua forma mais refinada. Ele era poeta, filólogo e professor. Aos 16 anos, já traduzia Homero do grego para o latim. Aos 19, era tutor dos filhos de Lorenzo de Médici. Filólogo é o especialista que estuda as línguas por meio dos textos. Ele analisa a origem das palavras, a evolução das estruturas linguísticas e a história de uma tradição escrita.
Poliziano foi o primeiro a aplicar método filológico rigoroso aos textos clássicos. Ele não apenas lia os autores antigos. Ele comparava manuscritos, identificava erros de cópia, reconstituía versões originais. Esse trabalho meticuloso de edição crítica de textos clássicos aproximou a arte da erudição. Criou um padrão de rigor que influenciaria toda a filologia posterior.
Mas Poliziano não era apenas erudito. Era um poeta brilhante. Escreveu em latim e em italiano. Suas Stanze per la giostra celebram a beleza e o amor em versos perfeitos. Botticelli se inspirou nesses poemas para pintar o Nascimento de Vênus.
Poliziano conectou o humanismo literário às artes visuais. Conversava com pintores, escultores, arquitetos. Fazia a ponte entre o mundo dos textos e o mundo das imagens. Michelangelo jovem frequentava o círculo de Lorenzo e conhecia Poliziano. Essa convivência moldou o jovem artista.
Poliziano era amigo íntimo de Pico della Mirandola. Os dois representavam o auge do humanismo florentino. Pico com sua ambição universalista, Poliziano com seu rigor filológico e sua sensibilidade poética. Juntos, eles mostravam que o humanismo podia ser ao mesmo tempo rigoroso e belo, erudito e criativo.
Poliziano morreu em 1494, aos 40 anos, no mesmo ano que Pico della Mirandola. Os dois eram jovens. A morte de ambos, tão próximas, marcou o fim de uma era em Florença. Mas o legado permaneceu. Eles tinham mostrado que era possível unir erudição e beleza, rigor e poesia, antiguidade e criação.
A REDE COMPLETA
Agora você tem o quadro inteiro. Petrarca e Boccaccio começaram a caça aos manuscritos no século XIV. Salutati criou as condições institucionais em Florença. Trouxe Chrysoloras para ensinar grego. Formou Bruni e Poggio. Chrysoloras abriu o acesso aos textos gregos originais. Poggio viajou pela Europa encontrando manuscritos perdidos. Bruni traduziu Aristóteles e Platão, inventou a historiografia moderna, defendeu o republicanismo florentino.
Ficino traduziu todo Platão e criou o neoplatonismo renascentista. Pico tentou integrar todo o conhecimento humano numa síntese universal. Poliziano aplicou método filológico rigoroso aos textos clássicos e criou poesia sublime.
Alguns foram contemporâneos, se conheciam. Trocavam cartas. Discutiam textos. Se apoiavam. Se criticavam. Salutati era mentor de Leonrado Bruni e Poggio Bracciolini. Chrysoloras também ensinou Bruni e Poggio. Poggio descobriu manuscritos que Marsilio Ficino estudaria. Ficino era professor de Giovanni Pico Della Mirandola. Pico e Poliziano eram amigos íntimos. Poliziano conversava com Botticelli e Michelangelo.
Essa rede tornou possível que uma descoberta feita num mosteiro na Suíça chegasse a um pintor em Florença em questão de anos. Que uma tradução de Platão pudesse inspirar a pintura. Que uma ideia sobre liberdade republicana se tornasse arquitetura.
POR QUE FLORENÇA?
Agora, finalmente, posso responder a pergunta que me fez começar essa pesquisa: por que o Renascimento aconteceu em Florença?
Porque Salutati foi chanceler por trinta anos e usou sua posição para promover humanistas. Porque ele trouxe Chrysoloras para ensinar grego. Porque Bruni criou uma ideologia republicana que valorizava educação e participação cívica. Porque Poggio descobriu os textos que tornaram possível a arquitetura de Brunelleschi e Alberti. Porque Ficino traduziu Platão e criou uma filosofia da beleza que inspirou Botticelli. Porque Lorenzo de Médici reuniu ao seu redor Ficino, Pico, Poliziano, Michelangelo.
Porque houve uma rede. Porque houve generosidade intelectual. Porque houve investimento em educação. Porque houve liberdade política suficiente para que ideias circulassem. Porque houve dinheiro para comprar manuscritos, pagar professores, financiar artistas. Porque houve uma cidade que acreditava que cultura importava. O Renascimento foi política cultural. Foi investimento paciente. Foi rede de colaboração. Foi crença compartilhada de que conhecer o passado ajudava a construir o futuro. Coisa que eu, 500 anos depois continuo acreditando.
AS LIÇÕES
Quando olho para essa história toda, vejo lições importantes para nosso tempo.
Primeira lição: conhecimento não se cria sozinho. Precisa de redes. De pessoas que trocam ideias, que se apoiam, que circulam descobertas. Petrarca e Boccaccio eram amigos. Salutati era mentor. Poggio e Bruni colaboravam. Pico e Poliziano se inspiravam mutuamente. Ninguém fez nada sozinho.
Segunda lição: intermediários são essenciais. Sem eles, os gênios não teriam matéria-prima. Eles tornaram possível que outros criassem. E isso é fundamental.
Terceira lição: educação é investimento de longo prazo. Salutati trouxe Chrysoloras em 1397. Ficino traduziu Platão em 1463. São quase setenta anos entre uma coisa e outra. Mas sem o ensino do grego, não haveria tradução de Platão. Sem tradução de Platão, não haveria Botticelli. Cultura leva tempo.
Quarta lição: liberdade política importa. Florença era república. Tinha conflitos, crises, guerras. Mas tinha liberdade suficiente para que ideias circulassem. Bruni podia defender as ideias republicanas. Pico podia estudar cabala, sim ele estudou cabala. Poliziano podia aplicar método crítico aos textos sagrados. Sem liberdade, não há Renascimento.
Quinta lição: o humanismo continua atual. A crença de que educação transforma. Que dignidade humana merece ser cultivada. Essas ideias e lições, na minha opinião, não envelheceram. Mas, infelizmente, sofrem ataques desde sempre.
FECHANDO O CÍRCULO
Quando minha aluna estiver em Florença, ela vai ver a cúpula de Brunelleschi. Agora ela sabe que aquela arquitetura existe porque Poggio encontrou Vitrúvio em 1414. Ela vai ver o Nascimento de Vênus. Agora ela sabe que aquela beleza existe porque Ficino traduziu Platão e porque Poliziano escreveu poesia sublime. Ela vai caminhar pelas ruas da cidade. Agora ela sabe que aquelas ruas foram palco de uma rede extraordinária de colaboração intelectual.
Essa pesquisa mudou minha compreensão do Renascimento. Antes, eu via gênios isolados criando obras-primas. Agora vejo uma teia complexa de esforços, paixões, obsessões. Vejo mentores e discípulos. Vejo caçadores de manuscritos e tradutores pacientes. Vejo políticos que investiram em cultura. Vejo uma cidade que acreditou que conhecimento valia a pena.
E vejo que o trabalho deles não acabou. Cada vez que alguém entra numa biblioteca, cada vez que alguém traduz um texto, cada vez que alguém ensina, cada vez que alguém forma uma rede de colaboração, esse trabalho continua.
Os humanistas nos ensinaram que podemos ser melhores, que vale a pena buscar conhecimento, mesmo que esse conhecimento esteja esquecido num mosteiro frio, coberto de poeira, esperando ser descoberto.
E isso, para mim, continua sendo a mensagem mais bonita e necessária que o Renascimento nos deixou.
PARA SABER MAIS
Livros em português sobre humanismo e Renascimento:
GARIN, Eugenio. Ciência e Vida Civil no Renascimento Italiano. São Paulo: Editora Unesp, 1996.
GARIN, Eugenio. O Homem Renascentista. Lisboa: Editorial Presença, 1991.
GREENBLATT, Stephen. A Virada: O Nascimento do Mundo Moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. (Sobre a descoberta do De rerum natura por Poggio Bracciolini)
SKINNER, Quentin. As Fundações do Pensamento Político Moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
ACKER, Bertha. Renascimento e Humanismo: O Homem e o Mundo Europeu do Século XIV ao Século XVII. São Paulo: Atual, 1992.
Obras dos humanistas traduzidas para o português:
PETRARCA, Francesco. Cancioneiro. Tradução de José Clemente Pozenato. Cotia: Ateliê Editorial; Campinas: Editora da Unicamp, 2014.
BOCCACCIO, Giovanni. Decamerão. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
FICINO, Marsilio. Sobre o Amor ou Comentário ao Banquete de Platão. Rio de Janeiro: Numen, 1993.
PICO DELLA MIRANDOLA, Giovanni. Discurso sobre a Dignidade do Homem. Lisboa: Edições 70, 2008.